No contexto industrial, a automação móvel tem se tornado um grande diferencial competitivo. Essa inovação é viabilizada com uma tecnologia fundamental: o SLAM, ou Simultaneous Localization and Mapping (Localização e Mapeamento Simultâneos).
Essa tecnologia é utilizada especialmente em Robôs Móveis Autônomos (AMRs), mas também se faz presente em outros segmentos, desde drones até cirurgias assistidas. A grande vantagem é a exatidão e a atualização das coordenadas em tempo real, sem precisar da intervenção humana direta.
Entenda como a tecnologia do SLAM funciona neste artigo e como ela pode beneficiar o seu negócio!
O Conceito por Trás do SLAM
Imagine um robô em um ambiente totalmente novo, sem mapas pré-existentes para orientação. Nesse cenário, o desafio é duplo: ele deve descobrir sua própria localização com precisão e criar um mapa detalhado do ambiente conforme avança. É aí que entra o SLAM.
Ele combina a localização em tempo real do robô com a construção gradual de um mapa detalhado, permitindo navegação bem-sucedida em ambientes em constante mudança ou até mesmo desconhecidos.
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Os Pilares do SLAM: Mapeamento e Localização
O SLAM é uma interação complexa entre dois pilares essenciais: mapeamento e localização. Vamos explorar cada um para entender como funcionam em conjunto, viabilizando navegação autônoma precisa dos AMRs.
Mapeamento
O processo de mapeamento no SLAM envolve criar um mapa detalhado do ambiente onde o robô opera. Isso ocorre ao unir dados de vários sensores, como câmeras, LIDAR, IMUs e encoders.
Por exemplo, um LIDAR oferece pontos de referência tridimensionais para construir um mapa 2D ou 3D do ambiente. Esses pontos se unem a informações visuais das câmeras e dados de movimento dos encoders, formando um mapa completo e altamente preciso.

Localização
Já a localização é a capacidade do robô de determinar sua posição exata no mapa em construção. Isso é realizado comparando os dados dos sensores com as referências do mapa existente.
À medida que o robô se move, compara constantemente as informações sensoriais com o mapa em tempo real para calcular sua posição atual. Algoritmos de filtragem, como o filtro de Kalman estendido (EKF) ou algoritmos de filtro de partículas, estimam frequentemente a posição do robô, considerando incertezas dos sensores
Processo Iterativo do SLAM
Um aspecto fascinante do SLAM é seu processo iterativo contínuo. Isso significa que o robô não cria apenas um mapa e determina sua localização uma vez; em vez disso, continua atualizando e refinando o mapa e a localização conforme se movimenta pelo ambiente.
Assim que o robô faz novas medições e observações, ele compara esses dados com as informações existentes no mapa para aprimorar a precisão global. Isso permite corrigir erros acumulados e ajustar percepções ao explorar diferentes áreas.
Aplicações do SLAM além da navegação
O SLAM vai além da navegação autônoma de robôs móveis em logística e manufatura. Ele é usado em veículos autônomos, drones, realidade aumentada, mapeamento de ambientes internos e externos, inspeções industriais e até mesmo cirurgias assistidas por robôs. Essa versatilidade mostra o poder do SLAM como ferramenta que amplia automação e percepção robótica.
Na indústria, a utilização do SLAM com AMRs revoluciona. Enquanto os Veículos Guiados Automaticamente (AGVs) se limitam a rotas predefinidas e ambientes estáticos, os AMRs com SLAM encaram ambientes em constante mudança.
A habilidade de desviar obstáculos em tempo real, criar mapas durante o movimento e ajustar rotas impulsiona movimentação de carga eficiente e adaptação ao ambiente.
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