Protótipos: entenda o que são e como utilizá-los | Venturus

Protótipos: entenda o que são e como utilizá-los

Os diferentes tipos de protótipos são versões de conceitos que pode ser testadas e, assim, permitir a validação de ideias de produtos. O processo de prototipagem reduz gastos, alinha as necessidades e desejos dos usuários e contribui para o desenvolvimento estratégico de soluções, entre outras vantagens.

Neste post, você vai conhecer melhor todos esses benefícios, além de entender um conceito prático sobre o que é um protótipo, como ele funciona e quais as boas práticas indicadas, com destaque para as que aplicamos no Instituto Venturus.

Também vamos falar sobre a cultura da prototipagem na empresa, que é fundamental para tirar o máximo proveito dessa ferramenta, e da relação entre os protótipos e a metodologia ágil, que tem efeitos comprovados na busca pela excelência em desenvolvimento.

A especialista Gabriele Martins, UX/UI Designer no Venturus, contribuiu para este post. Confira!

 

O que é prototipagem?

Segundo Gabriele, prototipar significa “criar um modelo preliminar para validar uma ideia, uma hipótese, não precisando de qualidade técnica de desenvolvimento, mas com o objetivo de transmitir a ideia de usabilidade ou estilo e [avaliar] as chances de sucesso do projeto”.

Ou seja, o protótipo é uma versão de produto — qualquer tipo de produto, de um software a um avião — que permite o desenvolvimento de testes e experimentos. Seu objetivo é garantir o máximo de alinhamento entre o produto sendo desenvolvido e as necessidades do público ao qual ele se destina.

Quando a Gabriele menciona que ele não precisa ter qualidade técnica de desenvolvimento, não significa que ele tenha defeitos comprometedores, mas que não é considerado como um produto acabado. Afinal, o objetivo é justamente o de desenvolvê-lo, mas com base no feedback dos usuários.

 

Como a prototipagem funciona?

 

Criando diferentes tipos de protótipos

Processo de prototipagem na prática

Criar e testar protótipos antes do lançamento de um produto é a melhor maneira de garantir a entrega de algo realmente funcional e útil. Ainda segundo a Gabriele, o método, além de trazer ganhos e assertividade para negócios, também oferece benefícios para o processo de criação e desenvolvimento de produtos:

  • ao criar uma imagem visual do produto, é possível identificar problemas e corrigi-los;
  • o arquivamento das criações elaboradas permite comparações e avaliações do processo de desenvolvimento;
  • a criação do protótipo facilita o entendimento do cliente sobre a ideia de produto, o que permite uma comunicação mais efetiva e um feedback mais útil sobre as expectativas dos usuários e da usabilidade do produto;
  • o produto pode ser validado no mercado e adaptado, antes que recursos volumosos sejam gastos na elaboração completa do produto.

Ferramentas como o Design Thinking e metodologias como a Lean Startup podem ser aplicadas para garantir o envolvimento do usuário desde o primeiro momento de criação do produto. Isso significa que é como se ele participasse do desenvolvimento, oferecendo diretrizes para um alinhamento perfeito.

Testes A/B e até conversas informais permitem avaliar até que ponto a ideia de produto em desenvolvimento é capaz de solucionar o problema do usuário, entregando um valor superior ao de outras soluções.

Além de gerar vantagem competitiva, essa estratégia garante que o produto finalizado será bem-sucedido no mercado, evitando que a empresa precise investir em ideias com menos probabilidade de trazer resultados.

 

Quais os tipos de protótipos?

Como ilustrado no tópico anterior, a prototipação pode ser feita em qualquer fase do projeto, seja no começo, para validar um MVP, seja durante o desenvolvimento, para validar um fluxo específico.

Nesse processo, podemos usar tipos diferentes de protótipos, alternando graus de fidelidade e complexidade, de acordo com quais informações precisam ser validadas e a fase de desenvolvimento do projeto. Desse aspecto, podemos classificar a prototipagem:

 

Protótipos em baixa fidelidade

Geralmente, usamos esse protótipo no começo dos projetos. Ele não precisa ser rico em detalhes, pois é usado na avaliação de fluxos mais simples. O termo “baixa fidelidade” significa que ele tem pouca semelhança com o que será o produto definitivo.

Seu objetivo não é oferecer a experiência completa do produto, mas identificar interesses e dificuldades mais elementares do usuário, assim como validar a ideia inicial sendo proposta.

 

Protótipos em média fidelidade

Depois das interações iniciais com os clientes, podemos usar um protótipo um pouco mais elaborado, para validar alguns aspectos mais detalhados, como:

  • testar fluxos e tarefas;
  • coletar feedbacks;
  • validar textos (teste A/B);
  • e avaliar a estrutura da interface.

Com o protótipo em média fidelidade, os times de desenvolvimento já conseguem entender a arquitetura base.

 

Protótipos em alta fidelidade

Protótipos de alta fidelidade necessitam de mais tempo para serem produzidos e o objetivo é reproduzir o comportamento da solução final real e com fluidez. Nessa fase, é comum a utilização de uma ferramenta para a criação, como o Adobe XD ou Figma, e nela conseguimos:

  • coletar feedbacks;
  • validar textos;
  • testar fluxos complexos;
  • testar o comportamento de conexões e integrações.

 

Quais as vantagens dos protótipos?

Como a variedade nos tipos de protótipos indicam, eles podem ser usados em diferentes momentos do processo de criação e desenvolvimento de produtos, dependendo das necessidades do time e tipo de produto. Além disso, podem ser feitos diferentes protótipos (com níveis de fidelidade distinta) durante esse processo, quando surge a necessidade.

A Gabriele resumiu muito bem a essência da razão de adotar a prototipagem. Nas palavras dela:

“Quanto mais cedo conseguimos encontrar os erros, mais rápido e mais barato vai ser/custar o projeto. Assim, conseguimos entregar um produto pesquisado e aprovado para o cliente final, pois foi possível testá-lo, garantindo o sucesso do negócio.”

Para entender perfeitamente o recado que ela nos deixa com essa observação, é preciso lembrar que o desenvolvimento da experiência do usuário é uma importante base para o sucesso do negócio. Não basta gerar ideias de inovação, é necessário valida-las com usuários reais, para entender como (e se) elas serão aceitas e adotadas no mercado.

Por isso, os protótipos são de extrema importância. Eles facilitam o desenvolvimento de projetos bem estruturados, minimizando os riscos de uma forma funcional e prática. Eles são um elo de comunicação entre os usuários, os designers e os desenvolvedores, que permite validar requisitos que não foram previstos, diminuindo o retrabalho e permitindo ajustes rápidos no desenvolvimento dos projetos.

 

Como o Venturus usa a prototipagem?

No Instituto Venturus, definimos algumas regras de boas práticas para o uso de prototipagem, que são:

  • esboce com calma cada tela, assim a garantia de pensar em todos os fluxos é garantida;
  • crie o protótipo da forma mais simples possível, pois não é o momento de pensar nos componentes e funcionalidades finais;
  • crie o “caminho triste”, para identificar os pontos de atrito nas interações com o usuário final, pois se concentrar apenas nos pontos positivos não vai ajudar a melhorar;
  • envolva sempre o seu time, demais envolvidos e o usuários nas etapas de desenvolvimento, pois o trabalho em grupo é muito importante nessa fase.

Sobre isso, a nossa especialista tem outro recado, que é:

“Acredito que o grande passo, não só antes de criar o primeiro protótipo, mas durante o desenvolvimento, é a comunicação entre o cliente e a equipe. Nas primeiras reuniões, nas quais vamos fazer um brainstorming, temos que ouvir o cliente e entender o caminho que vamos seguir juntos.”

 

A cultura de prototipação

Essa lógica de ouvir o cliente se baseia na ideia de design centrado nas pessoas, que depende do desenvolvimento de uma cultura interna compatível. Nenhum método de prototipagem vai funcionar se os times envolvidos não estiverem dispostos a interagir, falar e ouvir.

Em algumas empresas, desenvolver essa cultura pode ser um processo longo, mas muitos profissionais já entenderam a importância de desconfiar das nossas certezas sobre o que é o melhor para o usuário.

Mesmo com muito conhecimento e experiência, é o usuário quem decide o que tem e não tem valor no produto. Ele faz isso de acordo com sua própria percepção. Por isso, é fundamental ouvir o usuário e ao uso da prototipagem. Com base nessa avaliação, é possível trabalhar e melhorar a cultura interna do time, fortalecendo as bases para aplicar a melhor metodologia.

No Venturus, usamos a prototipagem para reduzir o tempo de lançamento de produtos, auxiliando nossos clientes. Além disso, contribuímos para a melhoria da experiência do seu público com uma solução alinhada com a jornada do cliente final, gerando um valor superior e, consequentemente, contribuindo para a competitividade dos nossos clientes.

Faça contato e entenda como podemos gerar esse resultado no seu negócio!

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