Robôs Colaborativos na Indústria

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Os robôs colaborativos, ou cobots, estão possibilitando que fabricantes de diferentes segmentos apresentem um elevado índice de automação industrial. Uma das principais características a ser destacada é a viabilidade de inserir estes robôs ajudantes entre os colaboradores para executar tarefas de alta repetição. Sim, há regras. A definição de colaborativo vai além disso e há normas a serem seguidas como a ISO 10218–1/2, onde algumas propriedades devem ser respeitadas. A NR-12 anexou instruções e diretrizes de trabalho para inserção de cobots na unidade fabril. 

Apesar da atribução do termo “colaborativo” existir nesses robôs e assim sugerir que podem trabalhar junto ao homem, nem todos podem operar sem enclausuramento e há particularidades que podem restringir seu uso — e assim torná-los apenas robôs. Algumas configurações de operação requerem que lasers ou sistema de visão detectem a presença de trabalhadores na área de trabalho, permitindo o bloqueio ou diminuição da velocidade do cobot. Há também a configuração colaborativa propriamente dita, onde o robô tem sua potência e força limitadas e opera junto ao homem. A ausência de dispositivo de segurança adicional nesse cenário só é possível pois o robô detecta forças anormais ao seu movimento e é programado para parar quando há sobrecarga. 

Dados da Federação Internacional de Robótica (do inglês, IFR) mostram crescimento de 31% nas vendas de robôs entre 2017 e 2018 em nível global. O maior mercado é o asiático, que injetou nas indústrias 255 mil robôs, representando aproximadamente 70% das unidades. Europa e Américas representam 17% e 11%, respectivamente. A representação brasileira frente ao mercado mundial é mínima. No Brasil, estima-se hoje a presença de 2 mil robôs nas linhas de montagem, com projeção de crescimento de 75% até 2020, atingindo a marca histórica de 3,5 mil unidades no país. Essa projeção se deve ao fato do país ter zerado a taxa de impostos de importação para esse tipo de robô. 

Os maiores empregadores de robôs são os setores automotivos e de eletrônicos. Há uma crescente demanda também nos setores de metalurgia, química e alimentícia. Destaque também para o setor farmacêutico que vem abrindo espaço para os robôs colaborativos. O curto vídeo abaixo mostra um robô colaborativo da Universal Robots operando num laboratório de análises clínicas: 

Neste vídeo, o robô colaborativo manipulando garrafas para rotulagem: 

Na indústria, frequentemente somos desafiados: 

  • Como melhorar os números da produção e ainda manter os custos baixos? 
  • Como podemos escalar uma produção que depende de muitos setups (high-mix/low volume)? 

Esses desafios podem ser resolvidos através do uso de robôs colaborativos! 

No entanto, mesmo reconhecendo os benefícios dos robôs nas indústrias, empresários ainda tem dificuldades em saber por onde começar. O mercado brasileiro ainda caminha lentamente no sentido de permitir a demanda desses robôs e algumas ações podem ser tomadas: 

  • Formação de pessoas para se tornarem qualificadas é essencial para alavancar o cenário. Grandes empresas acabam esgotando o mercado com a escassa disponibilidade de engenheiros especializados na área. 
  • Melhores formas de financiamento para modernização do quadro industrial tem impacto direto no retorno do investimento e também permite que empresas de pequeno porte automatizem o chão de fábrica. 
  • Sensibilização do empresariado das pequenas e médias empresas (PMEs) quanto ao cenário robótico e dos ganhos comerciais como redução de custos, aumento de produtividade e alta competitividade. 

O que posso fazer pra começar? 

O guia abaixo mostra um ponto de partida a ser considerado quando deseja-se implantar um robô na indústria: 

  • Aprender o que os robôs podem fazer por você: 

Eles podem pegar, girar, mover, sentir, enxergar e até tomar decisões baseadas em machine-learning e inteligência artificial. 

  • Identificar tarefas repetitivas na operação:

Pode ser na etapa de testes de um produto, na montagem, na estocagem, na embalagem, na paletização, na separação, no registro de equipamentos, etc. 

  • Definir um robô apropriado para atender a demanda:

    Há diferentes fabricantes de robôs colaborativos e cada detalhe é importante. Desde o método de programação do robô até ao suporte pós-venda do mesmo. 

  • Analisar o projeto atual e o cenário futuro pensando em replicação:

    Considerar os custos e metodologia de replicação do robô é mandatório. O projeto eletromecânico, a disponibilidade de material e a facilidade de replicação devem ser levados em conta. 

  • Análise do retorno de investimento:

    A pergunta correta a ser feita não é em relação ao custo do robô. A análise deve ser vista por outro viés. Quantos colaboradores, turnos e tempo de inatividade existem no processo? Qual o desperdício? Qual o Payback dessa iniciativa? E mais: É possível qualificar meus colaboradores para executarem tarefas de maior valor agregado e deixar as atividades simples para os robôs? 

O que pode ser feito pra mim? 

Existem empresas experientes no mercado que podem fazer além do guia mostrado acima. O Venturus, por exemplo, possui time especializado em automação industrial e pode fazer hoje por você a análise crítica do processo, projeto e implantação de robôs colaborativos na linha de produção. Muitas vezes há oportunidades de melhorias que não estão explicitamente claras e um time especializado consegue identificar rapidamente através de estudos e análise de dados. 

 O mercado global da automação através de robôs avança rapidamente no contexto da indústria 4.0. Os números atuais e a projeção para os próximos anos mostram que esse setor cresce em velocidade similar a de empresas de tecnologia como Google e Apple. Não tanto no Brasil que ainda apresenta pouco investimento nessa área quando comparado com o resto do mundo. O mercado local tem déficit na mão de obra qualificada e no incentivo à modernização industrial. Apesar das grandes indústrias terem o quadro indústrial mais modernizado, as PMEs ainda não estão inseridas nesse viés e devem passar a adotar essa tecnologia no curto e médio prazo para tornarem-se mais competitivas. 

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