Porquê sua empresa precisa de um aplicativo móvel

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Aplicativos como parte da Transformação Digital

O fenômeno de Transformação Digital é um processo que consiste em utilizar a tecnologia para modificar o modelo de negócio e o modo de operação das empresas, visando continuar sendo relevante, melhorar o desempenho, aumentar o alcance e conseguir melhores resultados.

A Transformação Digital das empresas tem impactado a sociedade, modificando o modo como pessoas se relacionam, consomem, trabalham e exercitam-se, entre outras atividades do dia-a-dia. Nesse contexto, smartphones e seus aplicativos têm um papel crucial, que não podia ser imaginado em 2007, quando Steve Jobs revelou o iPhone, nem em 2008, com o lançamento da App Store.

Naquela época, as redes celulares ainda migravam da tecnologia Edge para 3G. Com isso, atividades digitais como criar e visualizar documentos, jogos e vídeos estavam concentrados em dispositivos como computadores e videogames.

Se observarmos o cenário inicial de smartphones e aplicativos, a App Store tinha apenas 500 aplicativos, entre os quais os mais populares eram jogos e aplicativos que não exigiam conectividade. Também tínhamos serviços que ainda são muito populares atualmente e que, na época, davam seus primeiros passos, como o Facebook e Google Maps.

Em 2008, ano do lançamento da App Store, entre os aplicativos mais populares, tínhamos o PhoneSaber, que utilizava os sensores do smartphone para simular um Sabre de Luz, famoso pelos filmes Star Wars. O aplicativo apresentava um sabre de luz na tela e, conforme o usuário movimentava o celular como uma espada, os sensores do telefone detectavam os movimentos e o aplicativo produzia os sons característicos do sabre, como apresentado nos filmes.

 

As principais funcionalidades do PhoneSaber eram baseadas no uso do acelerômetro do smartphone, um sensor que mede a vibração ou alteração de movimento (aceleração) do aparelho. Ou seja, o aplicativo utiliza uma funcionalidade do aparelho para trazer entretenimento ao usuário.

O PhoneSaber é exemplo de um aplicativo popular desenvolvido a partir da capacidade criativa de desenvolvedores em utilizar as tecnologias emergentes dos smartphones aplicadas ao cotidiano de usuários. Assim, as primeiras aplicações exploravam possibilidades com os smartphones e possibilitavam novas interações através da tecnologia.

No período desde o lançamento do PhoneSaber,  o mercado de aplicativos mudou muito. Tanto App Store — loja de aplicativos iOS — quanto Play Store — loja de aplicativos Android — já superaram milhões de aplicações disponíveis, bem como bilhões de downloads e é importante notar que a mudança não foi apenas na quantidade de aplicativos disponíveis para download, mas, também, no perfil dos aplicativos disponíveis.

Se, em 2008, aplicativos como PhoneSaber estava entre os mais populares por utilizar o sensor acelerômetro (uma novidade dos smartphones) em suas funcionalidades, hoje, as lojas de aplicativos são dominadas por serviços de streaming, redes sociais, bancos, serviços de compras, criação/edição de vídeos e jogos com gráficos e jogabilidade muito elaborados, que revelam a evolução tecnológica dos smartphones e funcional dos aplicativos.

Assim, os aspectos que tornam uma aplicação móvel popular mudaram desde a criação dos primeiros aplicativos. Hoje, é necessário considerar não apenas possibilidades relacionadas a funcionalidades de smartphones, mas às necessidades e comportamentos dos usuários. As mudanças trazidas pela Transformação Digital afetam como negócios se relacionam com clientes e oferecem seus serviços e produtos e aplicações móveis se tornaram parte essencial desse relacionamento.

Play Store – 03/08/2020

 

Por exemplo, em agosto de 2020, temos, em 1o e 2o lugares na lista de aplicativos gratuitos mais baixados na Play Store, CAIXA e FGTS respectivamente. Na aba de mais rentáveis, temos Tinder, TikTok e Strava — aplicativos de redes sociais — e GloboPlay, HBO Go e DAZN — aplicativos de streaming — entre os mais populares. Além disso, Americanas, Shopee e Casas Bahia, aplicativos de compras online, também aparecem entre os mais populares.

A presença de 2 aplicativos de serviços financeiros, 3 de relacionamentos, 3 de conteúdo e 3 de compras entre os aplicativos mais populares nos mostra que serviços tradicionais de comércio, banco e mídia e o modo como pessoas se relacionam estão sendo impactados pelo fenômeno de Transformação Digital e migraram para o espaço digital.

A Globo, por exemplo, para manter sua relevância no mercado e conseguir competir com Netflix, que é originalmente digital, precisou deixar seu modelo tradicional — centrado exclusivamente na televisão — para investir em uma experiência digital com aplicativos multi-plataforma (celulares, tablets, computadores, smartvs): o GloboPlay.

O mesmo acontece no setor bancário, com bancos tradicionais como Caixa Econômica e Itaú modificando seus negócios para o ambiente digital, visando continuar relevantes em um setor oxigenado pelo nascimento de fintechs originalmente digitais como os bancos Nubank e Neon.

Os casos acima demonstram a relevância dos serviços digitais em nossa sociedade. Atualmente, aplicações móveis são parte importante da estratégia de um negócio, agregando valor como forma de contato, vendas, interação e visibilidade da marca para o mercado, clientes e parceiros. Além disso, eles também podem ser voltados à própria organização, com aplicações da própria empresa, dirigidas aos seus funcionários.

Porém, a decisão de criar um aplicativo digital e de como ele deve ser não pode ser baseada na vibe de casos de sucesso. Ela precisa ser baseada nos parâmetros que utilizamos para definir Transformação Digital: relevância, melhoria de desempenho, aumento de alcance e de melhores resultados.

A seguir, discutiremos alguns cenários a ser considerado na decisão por desenvolver um aplicativo móvel.

Aplicativos para uso interno

Aplicativos para uso interno são utilizados por funcionários de uma empresa e que podem ser distribuídos via canais internos ou nas lojas virtuais. Quando se pensa em um aplicativo para uso dos funcionários de uma empresa, o principal ganho é aumento da produtividade do negócio, oriundo, principalmente, das vantagens da mobilidade que um aplicativo de celular provê.

Como exemplo de aplicativos para uso interno, podemos citar aplicativos para emissão de pedidos de compra online, utilizados por vendedores do departamento de vendas de empresas. Esse tipo de aplicação gera agilidade na emissão das ordens de compra, uma vez que o vendedor não precisa esperar até o final do dia para usar seu computador para transmitir as ordens. Dessa forma, o aplicativo permite a otimização de processos que irão aumentar a rentabilidade do negócio e gerar mais satisfação nos clientes, que serão atendidos mais rapidamente.

Outros exemplos possíveis são aplicativos para monitorar equipamentos e sensores utilizados no processo produtivo de uma fábrica. Com aplicativos em dispositivos móveis, os operadores não precisam ficar em estações de trabalho fixas, em áreas específicas da linha de produção, por exemplo, mas podem atender várias linhas, monitorando-as enquanto se movimentam pelo chão de fábrica.

Porém, independentemente da sua finalidade, a adoção do aplicativo móvel é apenas a ponta do iceberg. Para que o ganho de produtividade com aplicativos móveis seja maximizado, é necessário que os processos, recursos computacionais e humanos da empresa acompanhem essa mudança, adotando nova estratégia digital.

Aplicativos para clientes

Segundo a 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), existem no Brasil 230 milhões de celulares ativos. Segundo o IBGE, o Brasil tem cerca de 210 milhões de habitantes, o que significa que, hoje, temos mais aparelhos de celulares em uso do que usuários.

Em um outro levantamento de 2016, foi detectado que o brasileiro passa em média quatro horas e quarenta e oito minutos por dia usando o celular, uma das maiores médias mundiais.

Considerando estes fatos, vemos que o celular é um fator muito importante na vida das pessoas e ter um aplicativo instalado no celular destas pessoas é o meio mais direto e efetivo de acessá-las.

A seguir, descrevemos como esse acesso direto e pessoal ao cliente, pode beneficiar uma empresa.

1. Aumento de vendas

Segundo estudo da Criteo sobre E-commerce no Mundo em 2017, 40% das compras realizadas via dispositivos móveis são feitas via aplicativos. O mesmo estudo indica que 22% das compras realizadas via desktop foram precedidas por buscas em dispositivos móveis. Em outro estudo, a Criteo aponta que vendas em smartphones cresceram 48% do segundo trimestre de 2017 para o segundo trimestre de 2018.

Já em 2019, segundo o site e-BIT, houve incremento de 60% no número de pedidos realizados via dispositivos móveis, representando um faturamento de R$ 25,9 bilhões. Em 2020, esses números são ainda mais expressivos, devido ao período de distanciamento social e quarentena causados pelo Novo Corona vírus.

O relatório de relações com investidores do 2° trimestre de 2020 do Magazine Luiza indica que o e-commerce brasileiro cresceu 70,4% enquanto que o Magazine Luiza, impulsionado por seu processo de transformação digital, cresceu 2,6x esse valor, avançando expressivos 181,9% no período.

Todo esse crescimento do protagonismo dos smartphones no processo de vendas não pode ser ignorado pelas empresas. Mais do que avanço tecnológico, estamos vivendo mudança nos hábitos de consumo, nos quais os smartphones e aplicativos têm papel central. Dessa forma, é imprescindível que empresas se posicionem neste novo cenário.

2. Mesma experiência, independente do canal

Omnichannel é a estratégia de gerenciamento de conteúdo em diversos canais com o objetivo de melhorar a experiência do usuário. Essa estratégia busca proporcionar a mesma experiência de compra nos diversos canais da empresa (físico, site, app etc.) , como resposta a um mercado no qual clientes realizam compras em lojas físicas consultando informações no aplicativo ou site, via smartphone.

Como exemplo, o omnichannel, aliado a recursos de geolocalização dos smartphones e notificações push, permite a aplicativos de lojas físicas oferecer conteúdo personalizado e uma experiência contínua do aplicativo para a loja física e vice-versa, quando os usuários estiverem transitando dentro ou nas proximidades das lojas físicas.

Atualmente, lojas como Maganize Luiza e Americanas.com tentam unificar a experiência de compra em canais físicos e digitais, permitindo ao usuário realizar compras pelo aplicativo e retirar na loja, ganhando agilidade e evitando o pagamento de fretes.

3. Novas possibilidades de ofertar e consumir

Algumas tecnologias embarcadas em smartphones, como NFC (Near Field Communication) e Bluetooth, só são utilizáveis via aplicativos nativos. O NFC, por exemplo, permite ações pela aproximação do smartphone em leitores NFC, como máquinas de pagamento ou sistemas de autenticação. Já o Bluetooth permite a transmissão de conteúdo como áudio entre dispositivos distantes até 10m um do outro.

Deste modo, ter um aplicativo é um diferencial comparado à experiência em um site ou PWA (Progressive Web Application ou Aplicativo Web Progressivo) —, uma aplicação hospedada em servidores que usa recursos do navegador para fornecer uma experiência semelhante a um aplicativo nativo, mas sem o acesso a todos os recursos do smartphone, que possibilitam mais e melhores experiências a usuários.

A IKEA, empresa sueca de móveis, utiliza realidade aumentada em seu aplicativo de smartphone para que os consumidores possam “ver” como os móveis a venda ficariam em sua casa. Primeiramente, o usuário deve scanear o ambiente ou cômodo com a câmera do dispositivo móvel. O aplicativo, utilizando realidade aumentada, detecta pontos de referência no ambiente, criando uma simulação do cômodo. Após esse mapeamento, o usuário pode escolher os móveis da loja para serem colocados no cômodo virtualizado, de forma que o usuário visualize como o móvel ficaria em seu ambiente.

 

Outro exemplo de mudança no modo de consumo é o Amazon Go, projeto da Amazon para criar lojas sem necessidades de caixas. Nelas, o Aplicativo móvel em smartphone também é o início da jornada na inovadora loja física. O consumidor utiliza o aplicativo da loja como credencial para acessar a loja e seleciona os produtos que deseja comprar e pode sair da loja, sem necessidade de enfrentar filas em caixas para pagamento.

Através de tecnologias como sensores, visão computacional e machine learning, a loja identifica os produtos selecionados e realiza a cobrança pelo aplicativo da loja, melhorando a velocidade e praticidade da experiência de compra.

Nestes exemplos, observamos que os aplicativos móveis já são protagonistas em mudanças disruptivas no modo de consumo. A pergunta que surge é: como podemos gerar novas experiências de consumo utilizando smartphones e aplicativos móveis?

4. Aumento de engajamento e lealdade dos clientes

Uma vez que um usuário decide instalar e manter um aplicativo em seu smartphone, uma janela de oportunidade de relacionamentos se abre. Muito além de um formulário de mão única para que clientes expressem suas reclamações à loja, os aplicativos permitem que a loja se exponha aos clientes de maneira nunca antes imaginada.

As notificações push possibilitam o envio de conteúdo personalizado aos clientes, permitindo que a empresa exponha ao cliente sua identidade, produtos e serviços, de modo que o cliente veja valor no que é oferecido e não desconsidere as mensagens sumariamente como spam. Uma vez que se percebe o valor do aplicativo e do que ele oferece, clientes engajam no uso e consequentemente consumirão o que for oferecido.

O engajamento dos clientes também pode ser alcançado com estratégias de gamification e programas de reward (recompensa) que oferecem vantagens para clientes que realizar ações e consumir diretamente do aplicativo.

5. Acesso a serviços offline

Sites e PWAs são ótimas ferramentas que não devem ser descartadas na construção de uma estratégia digital. No entanto, eles têm como desvantagem a necessidade de conexão web.

Em contrapartida, aplicativos nativos (Android e iOS) possibilitam que clientes/usuário realizem operações mesmo quando não possuem uma conexão internet no momento. Desse modo, o usuário pode usar o aplicativo em qualquer circunstância e os dados são sincronizados com a nuvem assim que a conexão com a internet seja reestabelecida

Esta funcionalidade é útil para usuários que estão em movimento, como vendedores que podem estar em região sem cobertura de internet e precisam continuar trabalhando em seu aplicativo. Como exemplo, temos o serviço Google Spreadsheets, que permite criar e editar planilhas diretamente na nuvem, cujo aplicativo para smartphones também permite que os usuários trabalhem offline nas planilhas e que estas sejam sincronizadas com a nuvem quando houver uma conexão de internet.

6. Fonte de analytics

Um dos pontos fundamentais da Transformação Digital é o uso extensivo de dados (tanto sua coleta quanto análise) para dirigir negócios. Estas informações preciosas podem guiar estratégias de negócio, como desenvolvimento ou cancelamento de funcionalidades, segmentação de mercado nos mais diversos critérios.

Inicialmente, obter esses dados pode ser um desafio. Através das ferramentas de analytics, um aplicativo fornece uma fonte inesgotável de informações úteis sobre o cliente e seus hábitos de uso e consumo.

Como exemplo de dados coletados, temos:

  • Tempo de uso do aplicativo;
  • Produtos mais comprados via aplicativo;
  • Produtos mais buscados via aplicativo;
  • Produtos inseridos no carrinho e que podem ser oferecidos novamente;
  • Funcionalidades mais utilizadas no aplicativo;
  • Melhor horário para envio de ofertas;
  • Retorno de anúncios;
  • Geolocalização.

Esse tipo de informação permite análises que medem eficiência e produtividade, apontam gargalos e oportunidades de melhoria, direcionando mudanças de processos e até estratégias. Em um cenário de mudanças rápidas, ter informações de hábitos de uso e consumo de usuários é um diferencial para tomada de decisões nas empresas e analytics é a ferramenta para isso.

Além disso, algoritmos de sugestões baseados em Machine Learning são alimentados com dados. Essa tecnologia é utilizada, por exemplo, quando se lê uma notícia em algum portal e ele sugere notícias semelhantes, ou quando serviços de streaming de música sugerem músicas semelhantes às que já foram tocadas. Assim, através de uma análise do perfil e histórico de atividades do usuário, o aplicativo pode sugerir novos produtos ou ações, que aumentem vendas e interação com a própria aplicação.

Conclusão

Voltando à nossa pergunta inicial, “porque sua empresa precisa de um aplicativo móvel?”, concluímos que os primeiros aplicativos de sucesso eram fruto da criatividade de desenvolvedores abstraindo questões da vida real dos usuários, porém, hoje, observamos que os aplicativos para clientes mais baixados nas lojas virtuais são voltados a serviços monetizados (compras, bancos, entretenimento e relacionamentos), ou seja, usuários estão interagindo, comprando e consumindo através de aplicativos móveis.

Neste novo cenário, a criatividade continua sendo essencial nos aplicativos, porém, ela é empregada através de profissionais e ferramentas especializados no desenvolvimento de produtos, abastecidos de informações coletadas por ferramentas de analytics, o que tem gerado aplicativos que cada vez mais atendem às demandas dos usuários.

No caso de aplicativos para usuários internos das empresas, o aplicativo não será monetizado, mas a atenção às necessidades reais dos usuários é chave para garantir seu sucesso.

Em ambos cenários, aplicativos para lojas online ou para usuários internos de empresas, o Venturus possui expertise técnica, seja em Android ou iOS, com aplicativos desenvolvidos para clientes do mercado nacional e internacional, muitos deles reconhecidos por sua cultura de inovação. Além disso, o Venturus também possui uma equipe para traduzir as necessidades do usuário final em requisitos implementáveis, utilizando técnicas como Design Sprint.

Diante de tudo isso, se você entende que sua empresa precisa de um aplicativo móvel ou precisa de ajuda para acelerar seu processo de Transformação Digital, o Venturus é o parceiro ideal para essa jornada.

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