Gestão remota das equipes: como fazemos?

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Falar de home office já tá meio batido, né? Afinal, passamos de dois anos inteirinhos de pandemia. No entanto, ainda enfrentamos os desafios de trabalhar à distância. Por aqui, nossos Ventureiros e Ventureiras tiveram alguns insights bem legais com a passagem de bastão para a gestão remota das equipes.

Uma delas é a Marina Tachibana, gerente de operações aqui do Venturus. Ela está com a gente há 14 anos e 9 meses. E olha, que profissional! Então, achamos uma boa ideia convidá-la para compartilhar as principais soluções que ela encontrou para aproveitar o trabalho à distância da melhor forma possível.

 

Quem é Marina Tachibana no Venturus?

Marina começou sua trajetória aqui na empresa como analista de desenvolvimento sênior na área de Mobile. Nessa época, ela fazia dissertação de mestrado em Software Embarcado na Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp.

Em 2013, já como team leader, mãe de uma menina e grávida de outra, ela se tornou coordenadora de projetos. Nesse momento, Marina teve que desapegar da codificação para focar sua atenção no apoio aos gerentes de outros projetos.

E as responsabilidades só foram aumentando, com direito a ir pra Minas Gerais (onde estavam outros clientes nossos) uma vez por semana. Mas ela conseguiu dar conta de tudo.

Não é à toa que a Marina acumulou a função de coordenar um projeto web em logística, além de todos os projetos de Android. No entanto, houve um plot twist e Marina acabou se tornando desenvolvedora.

Em 2016, com a saída de um gerente de projetos, ela passou a assumir esse papel, se dividindo entre a gestão e o código. Mas, em 2018, a Marina virou 100% gerente de desenvolvimento e hoje tem um time de 45 pessoas, que atuam em 3 grandes projetos. Incrível essa trajetória, né?

 

Após anos intensos, como foi a transição para o home office?

Para Marina, “esse processo foi bem radical…rs. Antes da pandemia, o Venturus tinha a política dos funcionários poderem fazer home office 1x por semana, mas eu não fazia. Gostava de estar no escritório e, por ser gestora, achava importante estar sempre lá. Tanto que nem tinha Internet com alta velocidade em casa”.

No terceiro dia de trabalho remoto, porém, o técnico da NET já estava na casa dela. “Minha banda não iria aguentar tanta reunião e minhas filhas no Netflix”, brinca a gerente de operações.

Por outro lado, ela precisou de cerca de dois dias para migrar totalmente para home office. Acontece que a sua área trabalha com Software Android Embarcado e isso exige o uso de smartphones.

Então, esta dependência foi resolvida logo de cara: o acesso remoto aos aparelhos foi estabelecido. A infraestrutura já estava nos conformes, pois o time usava bastante o VPN do cliente.

O gestão remota trouxe seus próprios desafios

O gestão remota trouxe seus próprios desafios

 

Eficiência na gestão remota? Temos!

No primeiro mês de pandemia, procurei estar bem próxima do time nas dailies, a fim de ficar ciente dos impedimentos e resolver o quanto antes. Depois de 2 meses, com aquela explosão de reuniões, acabei criando um formulário de pesquisa anônima e compartilhei com minhas equipes para saber se o volume, frequência e duração desses encontros estavam bons e ir ajustando-os conforme as respostas”, fala Marina.

Ela também achou muito importante fazer reuniões de One-on-One (entre líder e liderado) mais frequentes. E, mesmo com a rotina corrida, Marina encontrava um jeito de conversar com pelo menos uma ou duas pessoas por semana, até conseguir conversar com todos.

“Levo muito a sério o que é falado nesses encontros, no sentido de atuar de forma forte e rápida dos action points a mim endereçados. Acredito que o 1:1 não é só para ouvir e gerar conexão, mas para resolvermos questões. Temos que gerar resultados a partir das conversas.

Marina também deixou algumas dicas para as reuniões de One-on-One fluírem melhor:

  • desativar todas as notificações e fechar as abas do computador para não desviar a sua atenção;
  • agendar as conversas em um horário em que a sua casa esteja mais vazia e silenciosa, para que não haja interrupções externas;
  • ligar a câmera e pedir, respeitosamente, para que a outra pessoa também a ligue;
  • compartilhar um pouco sobre você quando fizer sentido. Marina começou a fazer isso depois de um tempo e percebeu que isso a aproximou de suas equipes;
  • falar com sinceridade, mas sem apontar o dedo. Feedback é uma ferramenta para desenvolver as pessoas e não culpá-las.

 

Quais foram os principais desafios e aprendizados?

Segundo Marina,

Mesmo na gestão presencial, costumo dizer que, hoje, o que vale ouro nas empresas é saber o que os funcionários pensam. O ideal é que eles falem abertamente para o gestor. Entendo que nem sempre isso é possível. Então, eu uso às vezes o artifício da pesquisa anônima, como citei anteriormente. Geralmente, tenho respostas interessantes”.

Nosso time de Pessoas e Cultura também fez um mapeamento com todos os Ventureiros e Ventureiras para saber em que pé estava a saúde mental de cada um dos nossos colaboradores e preparou as lideranças para lidar com essas questões. Além disso, fizemos rodas de conversa sobre diversos assuntos que estavam pegando na pandemia.

Todos que entram nas minhas equipes, seja estagiário ou um analista super experiente, sempre têm um mentor. Costumo brincar com os novos que, se eles tinham um melhor amigo, agora têm outro, que é o seu mentor. Pois essa pessoa ficará presente até que eles entendam bem os processos”, conta Marina.

Ah, e como ninguém vive — e nem deve — viver só de trabalho, é legal colocar em prática algumas dessas atividades que os Team Leaders fazem por aqui:

  • evitar falar de trabalho nas dailies de sexta-feira;
  • jogar games coletivos, como o Gartic e “duas verdades e uma mentira”;
  • dinâmicas para compartilhar uma foto marcante da sua vida ou até mesmo da sua janela.

 

Dica final para gestores não perderem o “Q” humano

Minha dica é que os gestores sejam eles mesmos e lembrem-se de que cada pessoa tem uma história de vida única. Então, não temos como saber ao certo o que se passa na cabeça e no dia a dia dos outros. Por isso, tento entender o que está nas entrelinhas: alguma palavra, gesto facial pode indicar o que eles realmente pensam e talvez não tenham coragem de falar. Neste ponto, tenho na carta da manga algumas perguntas capciosas para dar aquele empurrãozinho”, finaliza Marina.

Desse jeito, a gestão remota fica bem melhor, não acha? Então se você gostou de saber como é o nosso dia a dia por aqui, considere dar aquela espiada nas nossas oportunidades!

 

 

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