As tecnologias que estão ajudando a combater a COVID-19

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Um dos assuntos mais falado nos últimos tempos com certeza é o COVID-19. A doença vem sendo muito discutida em todos os meios de comunicação que conhecemos. Mas, no meio de todo esse caos, podemos contar com as tecnologias para tentar passar por essas situações da melhor forma possível. Por este motivo, resolvi escrever este artigo sobre quais são as tecnologias na área da saúde que estão nos ajudando a passar por toda essa situação.    .

Sistemas de informação via internet

Umas das principais formas de divulgar informações sobre a doença, conscientizar a população e até fazer acompanhamento de pacientes são os sistemas de informação via internet. Um sistema de informação via internet pode ser feito através do uso de navegadores da internet, nos quais são desenvolvidas páginas web contendo as informações relevantes à doença e que são atualizadas sempre que necessário. Esses sistemas também disponibilizam acesso a bases de dados tanto para busca quanto armazenamento destas informações.

Um sistema web que utiliza base de dados foi desenvolvido pela Motorola para o Hospital das Clínicas da Unicamp. Nesse sistema, uma aplicação via web acessada por dispositivos móveis permite fazer o acompanhamento de casos de COVID-19 em que os pacientes já foram tratados e receberam alta. Dessa forma, o Hospital das Clínicas é capaz de verificar o andamento da recuperação desses pacientes e, em caso de piora, indicar o seu retorno ao hospital.

Um outro exemplo é o do missão covid, em que uma plataforma web é utilizada para que pacientes possam avaliar seus sintomas e, se necessário, receber atendimento de um médico voluntário através de telemedicina, tecnologia discutida na sessão seguinte.

Telemedicina

A telemedicina é uma forma de atender pacientes de maneira remota. Ela utiliza tecnologias como áudio e videoconferência para possibilitar a comunicação com o paciente, pois o médico pode falar e ao mesmo tempo ver o paciente, sem a necessidade de deslocamento ou de contato entre os mesmos.

Antes da pandemia, a telemedicina era comum somente em atendimento de profissionais da área da psicologia ou em casos nos quais o deslocamento do profissional não era possível, como nos atendimentos a localidades remotas. Porém, com a chegada do COVID-19, os atendimentos foram ampliados para outras especialidades na área da saúde.

Atualmente, softwares como Skype, WhatsApp e Zoom são os mais utilizados para a telemedicina. Porém, de uma forma geral, estes softwares não foram desenvolvidos para este fim e, por isso, não possuem nenhum tipo de integração com outros sistemas que poderiam contribuir mais para a prática dos profissionais da saúde — como sistemas de armazenamento em nuvem, nos quais o sistema de agendamento e os prontuários eletrônicos dos pacientes poderiam ser armazenados, acessados e atualizados pelo médico durante o atendimento. Dessa forma, embora já esteja sendo implementada, a telemedicina ainda precisa de muito desenvolvimento, especialmente com soluções que integrem as plataformas de atendimento com bases de dados de pacientes.

Internet das coisas (IoT)

IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas), para quem ainda não está familiarizado, é uma tecnologia que integra equipamentos eletrônicos, normalmente sensores ou atuadores (dispositivos que executam uma ação, como acionar máquinas), de forma que eles possam conversar entre si e tomar decisões com base nos dados coletados.

Na área da saúde, em especial agora, com o COVID-19, a Internet das Coisas está muito presente no monitoramento dos pacientes. Os sensores conectados a pacientes coletam dados — como batimento cardíaco, temperatura e oxigenação sanguínea — que, por sua vez, são reunidos e armazenados em servidores. Dessa forma, o profissional da saúde pode acessar os dados e monitorar os pacientes sem precisar estar presente no local.

Os dispositivos IoT auxiliam na coleta de dados que melhoram consultas à distância e permitem o melhor monitoramento desses pacientes. Em casos em que o quadro do paciente se agrava, os profissionais da saúde já são notificados e as medidas necessárias podem ser tomadas — como o uso de medicamentos ou a decisão pela internação do paciente.

Outras aplicações de IoT são os de monitoramento do ambiente no qual os pacientes estão inseridos, com sensores que monitoram a qualidade do ar e a temperatura local, por exemplo. No caso de ambientes com pacientes com COVID-19, também é possível amenizar a propagação do vírus no ar com equipamentos que possam limpar ou filtrar o ar.

Inteligência Artificial

A Inteligência artificial (AI do inglês Artificial Intelligence) — cujo objetivo é desenvolver tecnologias capazes de reproduzir capacidades humanas de raciocínio e solução de problemas — é a tecnologia que mais tem contribuído para auxiliar na pandemia do COVID-19. Vou apresentar algumas das iniciativas que vem contribuindo bastante para prevenção e detecção de como o vírus se espalha, assim como para o tratamento dos pacientes infectados.

Prevenção

Com relação à forma como o vírus vem se espalhando, encontramos várias iniciativas de modelagem matemática sendo feitas para definir como será a curva de contágio, quais os fatores que definem por que em alguns lugares a proliferação foi maior que em outros. Alguns estudos também buscam prever, com base em dados sobre como as pessoas se movimentam, qual será o caminho mais provável de contaminação do vírus. Estas modelagens são, na sua maioria, feitas através da utilização de algoritmos de AI.

Um exemplo deste uso de AI é a empresa canadense Bluedot, que já vem trabalhando na área há algum tempo. Com base em seus algoritmos, ela fez uma previsão inicial, antes mesmo da doença sair da China (primeiro país que diagnosticou a doença), do trajeto de contaminação do COVID-19. O modelo de AI desenvolvido por eles foi baseado na combinação do aprendizado que tiveram com a SARS (também conhecida como H1N1), informações obtidas sobre a origem da doença e sobre como foi a movimentação das pessoas pelos aeroportos próximos às regiões inicialmente afetadas.

A AI também vem sendo utilizada para, com base nas informações de doenças similares, prever o possível surgimento de novas doenças. Isso possibilita sinalização rápida às autoridades, para que medidas possam ser tomadas antes que esse novo vírus possa vir a se espalhar. Com o grande volume de dados que estão sendo coletados nesta pandemia, modelos que digam as características das pessoas e dos ambientes mais propícios à disseminação da doença podem ser gerados.

Diagnóstico

Na detecção do COVID-19, algoritmos de AI utilizam dados de pacientes que já tiveram a doença para inferir se um paciente novo pode estar contaminado. Isto ajuda a amenizar os problemas relacionados ao processamento do grande volume de testes que os laboratórios estão tendo que lidar.

Alguns estudos já sugerem que seria possível detectar a doença através de algoritmos de análise de imagens de raio-X de pulmões e seios nasais dos pacientes, pois esses algoritmos conseguem encontrar sinais de infecção nas imagens e esses são indícios de que o paciente estaria com a doença.

Um exemplo de algoritmo de AI para este fim foi desenvolvido pela USP em parceria com o Hospital Albert Einstein. Nele, informações como idade, sexo, quantidade de hemoglobina, plaquetas e glóbulos vermelhos são utilizados para identificar pacientes contaminados com o COVID-19.

Tratamento

Quando se fala em tratamento do COVID-19, muitas pessoas vêm dando vários palpites sobre as medicações e procedimentos que podem ser feitos para se chegar ao combate da doença, porém, nenhum destes palpites se baseia em informações concretas. Os algoritmos de AI podem cruzar as informações coletadas — como dados dos pacientes já curados, dos medicamentos e procedimentos que foram aplicados a eles e das particularidades de cada indivíduos — e verificar quais dos medicamentos e procedimentos apresentaram os melhores resultados durante o tratamento.

Conclusão

Neste artigo, busquei apresentar as principais tecnologias que estão sendo utilizadas na prevenção e tratamento dos problemas causados pelo COVID-19 e que ficarão como herança para a medicina como um todo. De todas as tecnologias que mencionei, acredito que a mais promissora de todas seja a AI, uma vez que ela tem potencial para prever, detectar e até encontrar solução para o problema.

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