A tecnologia na prevenção da Covid-19 na indústria

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A COVID-19 é uma doença causada pelo Novo Coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que pode provocar desde sintomas mais brandos, semelhantes aos de uma gripe comum, até sintomas mais graves, que podem resultar na morte do indivíduo contaminado. A principal forma de transmissão dessa enfermidade é entre pessoas, por meio de gotículas de saliva e secreções que contêm o vírus, mas também pode ocorrer por meio do contato com superfícies contaminadas pelas gotículas.

Tendo em vista a forma de contágio, a atitude mais prudente é efetuar o isolamento social, porém, essa não é uma medida possível para todas as pessoas, já que, muitas vezes, para o funcionamento pleno das indústrias, não há possibilidade de que todos os colaboradores efetuem seu trabalho à distância. Dessa forma, enquanto alguns cidadãos têm condições de realizar home office em isolamento social, outros precisam trabalhar de forma presencial, expondo-se aos riscos de contaminação.

Dessa forma, mesmo para pessoas que continuam trabalhando normalmente durante a pandemia, é essencial a adoção de três medidas preventivas principais: controle de acesso, desinfecção do ambiente de trabalho e distanciamento social. Estas três medidas podem ser beneficiadas e facilitadas com o uso de recursos tecnológicos que apresentaremos a seguir.

Controle de Acesso

O controle de acesso significa limitar ou negar acesso ao ambiente de trabalho industrial nos casos de trabalhadores que apresentam algum sintoma da COVID-19 ou não estão usando a máscara no rosto. No momento, o único sintoma que pode ser testado eletronicamente é a temperatura corporal — que, para evitar a disseminação da doença, deve ser feita sem contato.

Duas tecnologias são usadas para a verificação de temperatura sem contato físico: termômetros infravermelhos e câmeras termográficas. Ambas as tecnologias medem a radiação infravermelha emitida pelo corpo, que é proporcional à sua temperatura.

No caso do termômetro, a medição é feita em um ponto especifico. Na câmera, a medição é feita em vários pontos, formando uma imagem com o mapa de calor da área medida. De acordo com a ISO/TR 13154:2017 — norma que fornece as diretrizes para medidas de temperatura corporal sem contato —, a medição pode ser feita nas áreas maiores da cabeça, normalmente na testa. Uma temperatura corporal elevada (maior do que 37°Celsius) pode indicar uma pessoa com febre, um dos sintomas da COVID.

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A checagem de uso de máscara, por sua vez, pode ser automatizada usando o reconhecimento de imagens com aprendizado de máquina, em que um algoritmo aprende a reconhecer padrões com o tempo. Isso requer um treinamento inicial dos algoritmos de reconhecimento para a correta detecção e já existem data sets — conjunto de imagens — prontos e abertos para essa tarefa .

Estes dois métodos de controle de acesso podem ser combinados em um único sistema com um sensor de temperatura infravermelho ou câmera térmica e uma câmera comum para reconhecimento da máscara. Equipamentos com estas funções já existem e estão em testes em alguns ambientes industriais para controle de acesso nas catracas de entrada com medições diárias de todos os funcionários.

Desinfecção do ambiente de trabalho

A limpeza de áreas industriais antes da pandemia se limitava a manter o ambiente limpo. A desinfecção química com produtos de limpeza (desinfetantes) recomendados é cara e demorada, pois necessita de mais funcionários alocados diariamente para a função. Somado a isso, temos a necessidade de desinfecção de itens que chegam para os estoques, como as matérias primas.

Para estes casos, já estão sendo desenvolvidos, testados e usados robôs autônomos de limpeza. Um robô pode cobrir uma área industrial diariamente em horários mais favoráveis, como no período noturno. Eles já são comuns na limpeza e desinfecção de pisos de fábricas, já que os caminhos por onde os robôs devem passar são pré-definidos e não apresentam variações. Locais de armazenamento ou que possuem muitas máquinas, por sua vez, são um problema, pois não oferecem espaço para a passagem dos robôs ou são altos demais para serem alcançados.

A alternativa que está sendo testada em alguns casos é o uso de luz ultravioleta, que, devido à sua ação ionizante, pode causar danos ao material genético do vírus e desativá-lo. Por conta do perigo do contato dessas fontes de radiação com pele e olhos, a luz ultravioleta deve ser aplicada sem intervenção humana. Já existem casos do uso de robôs autônomos que usam essa luz e aplicam a desinfecção durante os turnos em que não exista a presença de pessoas.

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Distanciamento social

Mesmo após o controle de acesso ser aplicado e a desinfecção realizada, ainda é preciso que os funcionários mantenham o distanciamento de um metro, como recomendado pela OMS. Para atacar este problema, existem várias tecnologias auxiliares para medição e aviso de quebra do distanciamento.

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Dentre essas tecnologias, a que tem se destacado é do UWB (Ulta Wide Band), na qual dispositivos ­— tag (etiqueta) ou pulseira — emitem sinais de rádio em uma grande faixa de frequências para outros dispositivos. Através da medida do tempo entre as mensagens, é possível determinar as distâncias entre funcionários de uma empresa e emitir um alerta sonoro e luminoso para que se afastem, caso se aproximem além do recomendado.

Esta tecnologia permite uma precisão na casa dos 10 cm, melhor que as soluções com Bluetooth, que sofrem com problemas de imprecisão em ambientes fechados — o sinal Bluetooth é atenuado por paredes, equipamentos e obstáculos.

Conclusão

Mesmo com o grande desafio da pandemia, várias linhas de pesquisa e desenvolvimento de produtos estão sendo encaminhados para que a indústria continue funcionando e garantindo a segurança de seus funcionários. O controle de acesso com reconhecimento do uso de máscaras e medição de temperatura corporal ajudam a evitar a propagação da doença antes que ela possa entrar nas fábricas. A desinfecção automatizada com robôs garante que os funcionários tenham um ambiente seguro para trabalhar. E, por fim, a medição do distanciamento entre os funcionários pode controlar a propagação do vírus nas linhas de montagens, estoques e demais áreas das empresas.

Essas soluções respondem diretamente às novas necessidades trazidas pela pandemia do Novo Coronavírus. Assim, com a aplicação dessas tecnologias, é possível criar ambientes mais seguros para funcionários que precisam trabalhar presencialmente. A contaminação pelo vírus pode ser contida e atividades podem ser retomadas com segurança.

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